Olá pessoal,
Começo a pré-venda do Medievalis até 15/12/2012 !
Aproveitem e garantam seu exemplar numerado em edição limitada.
Mais um jogo nacional chegando, sucesso Pon Jogos !
Em breve postaremos uma resenha do jogo.
http://www.facebook.com/ponjogos
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Blog com resenhas, sessões de jogos, novidades e dicas sobre Jogos de Tabuleiro!
Contato: clubetabuleirocps@gmail.com
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Oficina do Ponto de Cultura Ecobrinquedoteca!
| Ecobrinquedoteca! |
A Oficina:
Participei recentemente da 6ª Oficina do Ponto de Cultura Ecobrinquedoteca. Embora, oficialmente, dia 08 de novembro tenha sido o último dia da Oficina de Ecobrinquedos, o Grupo resolveu prolongar e continuaremos nos reunindo às Quintas-feiras, para troca de experiências, assim, este tópico deixa de ser triste, e passa à partir de agora, a contar mais uma história de encontros... A Ecobrinquedoteca do Parque Ecológico Emilio José Salim, tem muito a oferecer ainda... Nestes dias maravilhosos que passamos, aprendemos um pouco sobre como lidar com aquilo que jogamos fora todos os dias, e como reaproveitar de forma lúdica todo esse material... Fica aqui, o agradecimento à todos, instrutores e participantes, afinal, a troca de experiências não teve mão única... Este espaço, sagrado à partir do momento em que entramos e convivemos nele, é um cantinho daquilo que um dia sonhamos, daquilo que um dia queríamos na nossa infância, e um cantinho daquilo que um dia gostaríamos de resgatar nesta nossa trajetória de vida... O colorido de tudo que está exposto, a amizade criada no Grupo, o carinho de quem nos recebeu de braços abertos, o verde do local e o canto dos pássaros à sua volta, nos faz voltar um pouco naqueles tempos de crianças, onde brincávamos com o que tínhamos, e não com o que comprávamos... Eram outros tempos... A infinidade de caminhos abertos após o término destes encontros, fará, mesmo que aos poucos, que cada um dê sua contribuição para que este espírito seja preservado hoje e sempre...
Longa vida à Ecobrinquedoteca...
Longa vida ao lindíssimo Parque Ecológico...
| Jogo "Pega-o-Rato" |
A Oficina e os Jogos:
Já disse em um outro tópico, que somos "chatos"... Sempre ficamos reclamando da qualidade dos componentes, temas, rejogabilidade, uso ou não de "Dados", etc... E por algum tempo também me considerei um destes "chatos"... Participar desta Oficina me fez mudar este conceito... Não estamos falando aqui de Jogos comprados, mas de Jogos feitos com materiais que no dia a dia vão para o Lixo... A infinidade de idéias que a Ecobrinquedoteca proporciona, fez atiçar algumas curiosidades em Jogos que muitas vezes conhecemos, mas que nunca jogamos por ser antigo, ou por ser muito fácil, ou por ser dependente de sorte demais.
| Jogo "Tablut" feito com Tampas plásticas! |
Alguns destes Jogos, embora bem antigos, mostra conceitos, muitas vezes primitivos, que ainda hoje encontramos em Jogos lançados recentemente... O lúdico fez parte deles e ainda faz parte dos Jogos atuais... Jogos extremamente simples, como "Jogo da Velha" ou mesmo sua variação mais interessante, como o Jogo "Semáforo", ainda proporcionam muitas risadas e alegrias, e começamos então a perceber que um Jogo não precisa necessariamente ser complexo e bem feito... Momentos são o que Jogamos, e cabe a nós somente fazer com que eles sejam bons, independente do Jogo!!!
| Jogo "Dama-chinesa" |
| Jogo "Traversi" |
| Jogo "Quixo" |
Jogos matemáticos:
Uma "categoria" que achei muito interessante, foi a dos "Jogos Matemáticos", que embora tenham um público restrito, e sejam utilizados para fins educativos, possui jogabilidade muitas vezes elevada, para um jogo que tem principalmente crianças como alvo... A utilização de Jogos, onde as Operações matemáticas básicas são necessárias, acabam por dar àqueles que os utilizam, um leque de opções à fim, não de educar, mas de fixar conceitos matemáticos... De todos os Jogos da Ecobrinquedoteca, estes foram os que mais me chamaram a atenção... A quantidade de Jogos disponíveis, bem como sua jogabilidade, foram um achado no meio de tantas informações... Que bom seria se algumas escolas tomassem esse conceito, e começassem a fazer campeonatos internos... Pode não corrigir erros na educação, mas com certeza, melhorariam o pensamento lógico, que é preciso para utilizá-los... Vale mencionar também aqui, a facilidade de confecção destes Jogos, e também o fato de haver um elo unindo matemática-lógica-abstração... Pelo menos no meu conceito, é impossível você falar de um deles, sem mencionar pelo menos mais um... Jogos abstratos, muitas vezes são confundidos com Jogos lógicos, e, tirando os numerais, também podem ser considerados matemáticos... Bem interessante, e que merece um estudo mais aprofundado à respeito!!!
| Jogo "Quarto" (Abaixo) e "Quarteto" (Acima) |
| Vários Jogos ! |
| Jogo "Quarteto" |
| Jogo das "Operações" |
| Jogo "Quarto" feito com Papel ! |
Jogos Antigos e alguns bem desconhecidos do público em geral:
A história dos Jogos deve ter nascido juntamente com a história do homem... Existem muitas informações pré-históricas de algo muito longe ainda do que conhecemos como "Jogo"... Talvez, a própria caça em busca de alimentos, tenha sido, mesmo de forma indireta, um dos primórdios do que hoje estamos discutindo aqui e ali... Qual a melhor "estratégia" para cercar e capturar a presa ??? E se ela fugir, qual a melhor "tática" a ser seguida ??? Embora estes conceitos modernos que utilizamos em nossas mesas, tenham passado muito longe da cabeça de nossos ancestrais, o Jogo em sí, principalmente o "Jogo da vida", deve um dia ter deixado as planícies e estes conceitos, serem passados às crianças... Daí a criar algum ensinamento sobre "cerco", tenha sido o início do que podemos considerar "Jogo"... Na Ecobrinquedoteca, acabei por conhecer alguns destes Jogos, como o "Jogo da Hiena", "Jogo da Onça", "Jogo Real de Ur", "Tablut", "Senet", etc..., jogos muitas vezes simples e sem muita estratégia ou tática, mas que tiveram seu lugar no tempo, e que hoje são deixados de lado... A busca pelo conhecimento destes Jogos, acabou por germinar um Projeto, que ainda será explicado num outro tópico, denominado "Jogos de todo mundo"... Ainda acho, que nós jogadores, ainda devemos algo a estes Jogos antigos... Pelo menos conhecê-los...
| Jogo da Hiena (Esquerda!) e Jogo da Onça (Direita!) |
| Gamão! |
| Jogo Real de Ur |
Poderia ficar escrevendo muito ainda, mas é preciso encerrar o Tópico... A participação nesta Oficina de Formação de Ecobrinquedista foi uma das melhores coisas que pude fazer... Conhecer jogos que achávamos serem "antigos", "arcaicos", e ter um pré-conceito formado foi um erro!!! Estes jogos, assim como todos os jogos que temos em nossas Ludotecas, tiveram seu espaço e seu tempo... Devemos à eles, o fato de evoluírem, e toda ludoteca deveria tê-los, como passatempo e como objeto histórico !!!
Abraços
sábado, 27 de outubro de 2012
Bate papo no Redomanet
Pessoal,
O site Redomanet está publicando um bate papo comigo sobre jogos, além disso o site possui muitas novidades, resenhas, traduções e um fórum bastante animado. Vale a pena conferir.

Segue o link para o bate papo AQUI.
Um abraço a todos e meu muito obrigado ao Redomanet pelo espaço.
O site Redomanet está publicando um bate papo comigo sobre jogos, além disso o site possui muitas novidades, resenhas, traduções e um fórum bastante animado. Vale a pena conferir.
Segue o link para o bate papo AQUI.
Um abraço a todos e meu muito obrigado ao Redomanet pelo espaço.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Um pouco sobre Jogos !!!
O textro abaixo foi extraido do excelente Site:
www.jogos.antigos.nom.br
Todos os créditos à eles !!!
Por isso os homens procuraram muitos modos de realizar com plenitude tal alegria e criaram diversos jogos que os divertissem.
Alguns desses jogos se praticam a cavalo: bafordar (brincar com lanças no jogo de armas fingindo combate militar) e manejar lanças e escudos, atirar com besta ou arco, e quaisquer outros que se pratiquem cavalgando. E embora envolvam uso de armas, são chamados jogos porque se trata de mera simulação de combates.
Há outros que se praticam a pé como esgrimir, lutar, correr, saltar, lançar pedra ou dardo, bater a pelota e outros jogos de diversas modalidades com que os homens fortalecem o corpo e se divertem.
Há ainda outros jogos que se praticam sentados como o xadrez, tábulas, dados e muitos outros jogos de tabuleiro.
E ainda que todos esses jogos sejam muito bons, cada um no seu lugar e tempo adequados, os que se jogam sentados são cotidianos e podem ser realizados tanto de noite como de dia, como podem também ser praticados pelas mulheres - que não cavalgam e ficam em casa -, pelos velhos e por aqueles que preferem ter suas distrações privadamente para não serem incomodados, ou ainda pelos que estão sob poder alheio em prisão ou cativeiro, ou viajando pelo mar. E, para todos em geral, quando há mau tempo e não se pode cavalgar, nem caçar, nem ir a parte alguma e forçosamente têm de ficar em casas e procurar algum tipo de jogo com que se distraiam, se ocupem e se reconfortem.
Portanto, Nós, D. Alfonso, pela graça de Deus, Rei de Castela, de Toledo, de Leão, de Galícia, de Sevilha, de Córdoba, de Múrcia, de Jaen e Algarve, mandamos fazer este livro em que tratamos dos jogos de maior compostura como o xadrez, dados e tábulas.
E sendo estes jogos praticados de diversas maneira, por ser o xadrez o mais nobre e o que requer maior maestria é dele que trataremos primeiramente.
Antes, porém, queremos expor as razões pelas quais, segundo disseram os sábios antigos, foram criados estes três tipos de jogos: xadrez, dados e tábulas. Pois sobre este assunto muito se tem falado, cada um querendo mostrar por que foram inventados estes jogos. Mas o mais certo e verdadeiro é o que narramos a seguir.
Segundo as antigas histórias, houve na Índia Maior um rei que prezava muito os sábios e os tinha sempre consigo, e amiúde requeria deles reflexões sobre os acontecimentos que surgiam das coisas. E havia três desses sábios que tinham ponderadas concepções: um dizia que mais vale a inteligência do que a sorte, pois quem se guia pelo juízo inteligente faz suas coisas ordenadamente e, mesmo que perdesse não teria culpa, pois estaria agindo segundo modo conveniente.
Outro dizia que mais vale a sorte do que a inteligência, pois ante o fado de perder ou ganhar não há juízo e inteligência que possam conseguir outra coisa.
O terceiro dizia que o melhor era o oportunismo: viver tomando de um e de outro. Pois para que o juízo inteligente se realize cabal e acertadamente, são necessários enormes cuidados e, por outro lado, quando mais se depende da sorte, tanto maior é o perigo, pois a sorte é incerta. Assim, o oportunismo tomaria tanto da inteligência quanto da fortuna, o que lhe fosse de proveito.
E, depois de exporem suas afincadas reflexões, ordenou o rei que cada um trouxesse algo que demonstrasse o que havia exposto. Deu-lhes o prazo que lhe pediram e lá se foram eles examinar diligentemente seus livros, cada um de acordo com sua concepção.
Findo o prazo, compareceram ante o rei trazendo cada qual sua amostra.
O que propugnava pela inteligência trouxe o xadrez, com suas peças mostrando que aquele que maior inteligência tivesse e mais atentamente se aplicasse poderia vencer o adversário. O segundo, que defendia a sorte, trouxe os dados para contradize-lo e mostrar que é pela sorte que se chega a ganhar ou perder. O terceiro dispôs peças ordenadamente em suas casas num jogo em que os movimentos dependiam dos dados, como falaremos mais adiante neste livro. Com o que mostrou que, para quem souber bem jogar, ainda que a sorte dos dados lhe seja contrária, pelo oportunismo poderia com habilidade jogas as tábulas de modo a esquivar-se à derrota que lhe poderia advir da má sorte dos dados.
E por ser o xadrez jogo mais sereno e nobre que os dados ou as tábulas, é de que falaremos primeiramente: mostrando como há de ser feito o tabuleiro, quantas casa há nele, quantas e quais são as peças, o nome de cada uma delas e as casas que devem ocupar, como se movem e tomam e que vantagens têm umas peças sobre as outras. E,. também, como devem ser aplicados os jogadores a fim de que vençam e não sejam vencidos; e como dão xeque ao Rei, que é a maior de todas as peças, sendo o xeque uma maneira legítima de afrontar o senhor do inimigo e como lhe dão mate, que é fazer-lhe grande desonra: tal como se o vencessem ou matassem.
E outros jogos há e muito variados, mas todos foram feitos à semelhança das coisas que aconteceram segundo os tempos que foram, são ou poderiam ser, mostrando como os reis em tempos de guerra - em que se constituiu exército - n]hão de guerrear com seus inimigos lutando por vence-los, prendendo-os, matando-os ou, expulsando-os da terra. Como também, em tempo de paz, mostram seus tesouros e riquezas e as coisas nobres e raras que possuem.
E assim, fizeram-se jogos: uns de 12 casas, outros de 10, de 8, de 6 e de 4; descendo até uma casa que dividiram em 8 partes. E tudo isto se faz segundo os saberes antigos, em conformidade com os sábios. Mas, dentre todos os outros jogos escolheu-se como o melhor e mais comum o das 8 casas porque não é tão lento como os de 10 ou mais, nem tão rápido como os de 6 ou menos. E por isso é jogo comum em todas as terras, mais do que os outros jogos.
O tabuleiro deve ser quadrado, com 8 linhas, cada linha com 8 casas, num total de 64. E metade das casas deve ser de uma cor, metade de outra; e assim também as peças.
Das cores das peças do xadrez
As peças são 32. As 16, de uma cor, devem ser enfileiradas nas duas primeiras linhas do tabuleiro; as 16 da outra cor devem ser enfileiradas do mesmo modo, defrontando, as primeiras, no outro extremo do tabuleiro.
Das 16 peças, 8 são menores, à semelhança da plebe que compõe a hoste. Das peças maiores, uma representa o Rei, senhor do exército, e deve ficar numa das casa centrais. A seu lado, na outra casa que representa o Alferes, portador do estandarte do Rei. alguns não lhe sabem o nome e chamam-no Alferza. Estas duas peças são singulares e não há nenhuma outra igual a elas.
Nas duas casas ao lado das ocupadas pelo Rei e pelo Alferza colocam-se duas peças semelhantes que em árabe se chamam Alfiles, o que em nossa língua significa elefantes: cada Rei costumava levar nas batalhas ao menos dois elefantes: se um morresse, ficaria o outro.
Nas duas casas ao lado das ocupadas pelos Alfiles colocam-se duas peças iguais, comumente chamada Cavalos, ainda que seu nome correto seja Cavaleiros: são capitães que por mandado do Rei comandam as filas do exército.
Nas duas casas extremas estão duas peças também chamadas Torres (Roques) e são largas e estendidas à semelhança de linhas de combates de cavaleiros.
Na primeira fila ficam as peças maiores de que falamos; na segunda, os peões. E, embora sejam muitas peças quanto às casas que ocupam, são apenas seis se contarmos o par como uma só: Alfiles, Cavalos e Torres (contados não como 6 peças, mas 3 peças); Rei, Alferza e Peões (contados como 1 peça só).
As peças são assim duplicadas para no caso de uma ser tomada, ficar outra de sua natureza para dar xeque e mate ao Ri adversário , ou defender o próprio Rei. É também o caso do Alferza, que, se tomado, qualquer Peão que atingir a última casa do outro lado do tabuleiro, onde se situam inicialmente as peças maiores do adversário, torna-se, daí em diante, Alferza e se pode dispor dele e movê-lo como o Alferza original, E isto porque são promovidos de condição inferior a condição superior.
O Rei não pode ser tomado mas se pode lhe dar xeque e fazê-lo sair, desonrado, do lugar onde estiver. e se o cercam de modo a não ter casa para onde ir é o que se chama xamat, isto é, morto. E isto foi estabelecido assim para abreviar o jogo, pois alongar-se ia muito se fosse necessário tomar todas as peças até ficarem só os dois Reis ou um deles.
Do movimento das peças do xadrez
O movimento das peças foi estabelecido pelas razões que diremos a seguir. Tal como o rei, que não se deve deixar arrebatar nas batalhas mas deve ir muito devagar, vencendo sempre seus inimigos e esforçando-se por triunfar, assim também o Rei do xadrez não deve andar mais que uma casa em linha reta ou diagonal, como quem está atendo a tudo o que acontece a seu redor refletindo sobre o que deve fazer.
O Alferza anda uma casa na diagonal para guardar o Rei, não se afastar dele e cobri-lo de eventuais xeques e tentativas de mate e para ir à sua frente ajudando-o a vencer quando o jogo estiver em situação favorável. Pode, no entanto, em seu primeiro lance, saltar duas casa em linha reta ou diagonal, mesmo que haja outra peça de permeio. E isto porque, como bom capitão, deve ir à frente nos momentos decisivos e nas batalhas, e acorrer a todas as partes em que sua presença seja necessária. Com este movimento ajunta-se com seus Peões e volta-se para eles fazendo um bloco, esforçando-se para que não saiam e dando o melhor de si para manter a unidade, onde ele guarda a frente posicionando-se ante os que estão atrás, defendido por eles e defendendo-os E, quando o Alferza está deste modo engrenado com os Peões, diz-se que se trata de uma alferzada.
Os Alfiles saltam duas casas na diagonal à semelhança dos elefantes que outrora os reis levavam consigo. Ninguém ousava deter-se diante deles e os que os montavam faziam-nos investir em diagonal contra as linhas dos inimigos, de modo que não se podiam defender.
Os Cavalos saltam movendo-se uma casa em linha reta e outra em diagonal (afastando-se da casa de origem). Tal como bons oficiais que capitaneiam as linhas de combate dirigindo o cavalo para a direita e para a esquerda para defender os seus e vencer os inimigos.
As Torres movem-se quanto quiserem em linha reta e podem ir para frente e para trás, para a direita e para a esquerda. E isto à semelhança das filas de cavaleiros que investem quanto podem para frente ou na direção mais adequada para vencer aqueles contra quem lutam.
Os Peões não vão mais do que uma casa para a frente tal como os Peões do exército, que andam pouco porque vão a pé e levam às costas suas armas e outras coisas de que hão mister. alguns jogadores, porém, costumam move-los duas casas na primeira vez, simbolizando o fato de que a plebe, à media que avançam, vão roubando coisas e, assim, depois do primeiro lance, andam mais devagar.
De que modo as peças tomam no xadrez
O tomar das peças umas às outras se dá do modo como descrevemos. O Rei toma em todas as casas a que pode ir e pode tomar qualquer peça do adversário que não esteja defendida. E o mesmo (tomar em qualquer casa a que possa ir) o fazem as outra peças maiores , como os Alfiles, os Cavalos e as Torres. O Alferza, porém, se quiser ir à terceira casa em seu primeiro lance não o poderá fazer tomando; mas, excetuando este caso, toma tal como seu movimento, na casa diagonal.
Também os Peões que, se quiserem, podem andar - mas não tomar - duas casas na primeira vez. Os Peões não tomam segundo seu movimento reto, mas somente nas duas casas diagonais imediatamente à sua frente. E isto é à semelhança dos peões do exército que não se podem ferir estando um de frente para outro e atentos defendem-se, mas só ferem em diagonal o inimigo desprevenido.
Das vantagens das peças do xadrez
As vantagens que umas peças têm sobre outras são grandes. O Rei, por exemplo, é privilegiado de modo que pode tomar qualquer peça e nenhuma o pode tomar. E isto à semelhança dos reis, que fazem justiça a todos os que o merecem mas, por isso mesmo, ninguém pode levantar a mão contra ele: nem para prendê-lo, nem para feri-lo, nem para matá-lo; ainda que ele fira, prenda ou mate. E, no entanto, pode-se-lhe envergonhar de três modos: obrigando-o a sair da casa onde está, obstruindo-lhe uma casa aonde ele queria entrar ou impedindo-o de tomar o que deseja.
O Alferza tem igualmente grandes vantagens: porque , mais que as outras peças, guarda de perto o Rei e é melhor do que os Alfiles porque tem mais casas pelas que pode andar e tomar.
A além disso - e é algo que os Peões não podem fazer - o Alferza guarda e toma para frente e para trás, daí que possa fazer alferzada com eles, como dissemos acima.
Os Alfiles têm vantagens sobre os Peões porque tomam mais de longe. E fazem também alfilada com eles: o Alfil defendido por um Peão que está em casa diagonal imediatamente anterior, e este Peão é defendido por outro Peão atrás de si na mesma linha diagonal que, por sua vez, é defendido pelo Alfil. E deste modo defendem-se mutuamente e isto é denominado alfilada.
O cavalo tem mais vantagens que todas as outras peças, exceção feita à Torre, pois quem souber bem jogar o Cavalo poderá move-lo d de um canto do tabuleiro tomando peças em qualquer das outras 63 casas: tal é seu movimento que não falha em tomar.
A Torre é a peça que mais vantagens tem, pois pode ir em linha reta de uma só vez à casa que quiser de um a outro extremo da fila ou da coluna da casa em que se encontra, desde que não haja no seu caminho uma peça de sua cor que a estorve ou da cor contrária; neste caso, a Torre pode tomá-la ocupando a casa da peça que tomou.
De como o Rei e todas as outras peças do xadrez podem andar e tomar: algumas em todas as casas do tabuleiro; outras, só em algumas casas.
O Rei pode andar e tomar em todas as casas do tabuleiro em 64 lances e voltar para sua casa.
O Alferza pode andar todas as casas que lhe são permitidas pelo seu tipo de movimento em 32 lances, descontadas as casas em que forçosamente tem de entrar duas vezes numa mesma casa.
O Alfil pode andar e tomar por seis casas do tabuleiro - incluída a sua - e não mais.
O Peão pode ser promovido a Alferza em seis jogadas (se não andar duas no primeiro lance) e, uma vez alferzado, pode voltar a sua casa em tantas vezes quanto o Alferza original: descontando as vezes em que não possa evitar entrar duas vezes na mesma casa.
O andar da Torre não pode ser contado porque anda longe e perto por onde quiser, desde que em linha reta, segundo as leis de seu movimento.
Todos os que queiram bem jogar o xadrez devem conhecer estes movimentos, sem o que não entenderão o jogo nem os problemas. Os problemas deleitam por que não exigem o desdobramento de toda uma partida, que, por alongar-se, pode aborrecer. E esta é também a razão da introdução de dados no xadrez: para que mais breve fosse sua duração.
E assim o 6, que é o maior número do dado, corresponde ao Rei, que é a mais nobre peça do tabuleiro; o 5 ao Alferza; o 4. à Torre; o 3 ao Cavalo, o 2, ao Alfil e o 1, a que chamam ás, ao Peão.
E como há diversos modos de jogar xadrez - alguns que envolvem as peças todas; outros, só parte delas - trataremos inicialmente do jogo que se faz com todas as peças e mostraremos como é feito o tabuleiro e como deve ser a figura das peças. As peças, da maneira melhor e mais perfeita, devem ser assim feitas:
O Rei deve estar em seu trono e com a cora na cabeça e a espada na mão como se estivesse a julgar ou fazer justiça.
O Alferza deve assemelhar-se ao alferes-mor do rei, que porta os estandartes do rei quando começa a batalha.
Os Alfiles devem assemelhar-se a elefantes com torres superpostas, cheias de homens armados e prontos para a luta.
Os Cavalos devem assemelhar-se a cavaleiros armados, como capitães que por mandado do rei comandam as filas do exército.
A Torres devem assemelhar-se a uma linha cerrada de cavaleiros do rei em combate.
Os Peões devem assemelhar-se à plebe que vai armada e equipada para a luta.
Mas, já que em todas as terras em que o xadrez é praticado, seria muito trabalhoso fazer-se peças como estas, os homens buscaram maneiras mais fáceis e baratas de produzi-las guardando alguma semelhança com as que descrevemos. E a forma mais usada em todas as terra, especialmente em Espanha, é a que está aqui descrita.
Uma vez que acabamos de tratar da partida completa, queremos falar a respeito dos problemas que são como coisas novas e inauditas. Por essa razão, encontram os homens agrado neles, como também porque são mais breves: são situações de jogo em que se sabe em quantos lances deve a partida acabar. Exporemos inicialmente problemas com todas as peças e iremos apresentando outros com menos peças, até um mínimo delas.
E falaremos também do jogo de xadrez a que chamam forçado. E isto porque há nele uma restrição à liberdade do jogador que o faz ir contra sua vontade em certa situações e trocar - que queira quer não - uma peça melhor por uma pior, pois é forçado a tomar, sempre que possível. A disposição, o movimento das peças e seu modo de tomar é igual ao xadrez normal; mas tomar, nessa modalidade, é obrigatório. E por isso exige especial habilidade do jogador: a de não expor suas peças mais fortes em ocasião de serem sacrificadas em troca de peças mais fracas e vis.
Como o tomar, como dissemos é obrigatório, este jogo é chamado jogo forçado, mas porque alguns contam que foi inventado por donzelas de Ultramar (Marrocos), chamam-no também jogo das donzelas.
www.jogos.antigos.nom.br
Todos os créditos à eles !!!
Alfonso X - o sábio
Muitos dos jogos que conhecemos, só chegaram até nós, graças a Alfonso X (Em português, Afonso X), Rei de Castela e Leon. Filho de Fernando III e Beatriz de Suabia, viveu de 1221, ano de seu nascimento em Toledo, a 1284 ano de sua morte em Sevilha, tendo reinado desde 1252 até sua morte.
Cognominado "O Sábio", Alfonso, apesar de ter tido um reinado complicado, com guerras internas além da luta contra os muçulmanos, teve uma importante contribuição no campo da cultura, especialmente por ter inserido em Castela e Leon os preceitos do Direito Romano. Sob seu comando, organizou-se extensa doutrina e legislação.
Promoveu ele uma grande troca de informações entre oriente e ocidente, juntando conhecimentos cristão, muçulmanos e judaicos, sendo que fundou a "Escuela de Traductores de Toledo", onde colaboraram as três culturas citadas.
No seu reinado, foram produzidas as obras "Tablas astronómicas alfonsíes", tratado sobre astronomia, além da "Estoria de España" e a "Grande e General Estoria", obviamente, tratados históricos. Na poesia, produziu um grande repertório de "Cantigas", sendo as mais conhecidas aqueles religiosas, dirigidas a Santa Maria.
Sob suas ordens, foram traduzidas para o castelhano a Bíblia, o Alcorão, o Talmud e a Cabala, além de uma coletânea de fábulas da Índia.
No que toca aos jogos, mandou Alfonso X que fosse produzido o "Libro de axedrez, dados e tablas". E é graças a essa obra que muitos dos jogos antigos chegaram ao nosso conhecimento.
O livro citado, é o primeiro a trazer problemas de xadrez, ressalvando-se, porém, que a movimentação das peças descritas era, naquela época, diversa do xadrez jogado hoje em dia.
Alfonso teve a sensibilidade de perceber nos jogos, uma forma importante de manifestação cultural. Estão descritos na obra os jogos de cultura hispânica e árabe, conhecidas na península Ibérica, no norte da África e na Ásia menor, isto é, jogos de uma grande parte do mundo conhecido da época. Assim, são descritos os jogos de xadrez (com origem na Índia), trilha (de origem egípcia), tábula (que dá origem ao gamão, jogada pelos romanos), o alquerque árabe, uma versão de xadrez para quatro jogadores, e um jogo conhecido como "Los Escaques", jogado em um tabuleiro circular, entre outros.
Conforme bem resumido no "Livro de Jogos" da Ed. Abril, "Ao reunir esse jogos da época em um livro magnificamente ilustrado, o rei castelhano legou à posteridade um importante testemunho: o de que os jogos são uma manifestação universal do gênio criador do homem, independentemente de fronteiras políticas ou culturais".
Se hoje em dia temos um norte a seguir, quando falamos de jogos, certamente devermos nos render a sabedoria e a visão de futuro de Alfonso X, Rei de Castela e Leon, que teve a coragem de colocar sábios para redigir regras e história de jogos, provendo-os dos necessários fundos para tanto.
Talvez nosso governantes de hoje devessem pensar, como fez Alfonso, nas gerações que estão por vir, e não limitarem-se a governar até as próximas eleições.
Depois de muita pesquisa, cheguei ao livro "O Xadrez na Idade Média", do Prof. Dr. Luiz Jean Lauand (Ed. Perspectiva). Neste livro, traduziu o Dr. Lauand parte do "Libro de Acedrez" de D. Alfonso, o Sábio. Permito-me citá-lo:
INTRODUÇÃO
Deus quis que os homens naturalmente tivessem todas as formas de alegria para que pudessem suportar os desgostos e tribulações da vida, quando lhes sobreviessem.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Finalmente... Agrícola !!!
![]() |
| Caixa do Jogo !!! |
Se existe um Jogo que mudei radicalmente de opinião, este foi Agrícola... Há uns 2 anos atrás, tive a oportunidade de jogá-lo, e saí com a impressão de decepção, embora tivesse achado que o jogo tinha lá suas qualidades...
Depois disso, muitos jogos viram mesa, e uma de minhas aquisições foi Le Havre... Gostei demais do jogo !!! Com isso, resolvi dar uma chance novamente para o Agrícola... E nao é que atualmente ele é meu Top 1 !!!
Não vou dizer muito do jogo, pois muitos já devem conhecer e não adianta ficar aqui "chovendo no molhado"...
O que me fez mudar de opinião, foi o fato do jogo ser relativamente rápido e, em sua partida Familiar, ser um dos jogos mais equilibrados que já joguei... Para se ter uma idéia do equilíbrio do jogo, numa das partidas com 4 jogadores, se 1 deles não tivesse ficado com 1 Carta de Mendincância (-3 Pontos!), todos os 4 jogadores terminariam com 25 Pontos... Isso nunca aconteceu com nenhum outro jogo de minha coleção... Já no jogo utilizando as Cartas, já houve uma diferença significativa entre o 1º e o último colocado, embora tivéssemos tropeçado muito nos intermináveis textos em Inglês das Cartas...
Agrícola mostrou ser um jogo muito bom, além de ter um Tema muito aceito pela maioria dos jogadores... Quem nunca pensou em cuidar de uma fazenda ???
Talvez pela falta do uso das Cartas, achamos que os Recursos Madeira e Pedra, acabaram sobrando demais durante a partida, o que acabou acumulando aos montes, principalmente do meio para o fim do jogo... Conseguíamos preencher bem os espaços de nossa Fazenda, e o máximo de Membros da Família que adquirímos foi 3...
Ainda é um jogo que precisa ser muito explorado, principalmente com o uso das Cartas, mas mostrou porque durante algum tempo, foi considerado o nº 1 no Ranking da bgg, e merece estar nos Tops...
Recomendo à todos... E se acontecer a mesma coisa que aconteceu comigo, dêem mais uma chance ao jogo, e acabarão descobrir um jogo muito bem "amarrado" e com uma rejogabilidade bem acima da média...
Abraços
![]() |
| Parece Caótico ??? |
![]() |
| São muitos Tabuleirtos no jogo... |
![]() |
| Mas neste Caos, existe uma certa ordem !!! |
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Um pouco de nós...
Tempos atrás, fiz um tópico sobre Jogos feitos com materiais reciclados, e agora acho que já é hora de voltar um pouco mais no assunto.
Às vezes, somos muito críticos quanto à qualidade dos componentes de alguns jogos, principalmente os nacionais, quando estes são colocados ao lado de jogos produzidos no exterior. É um fato!!! A qualidade deles é muito superior... E às vezes somos "chatos" o suficiente para acharmos que isso não presta, isso não serve, isso é mal feito...
Atualmente, estou fazendo um Curso de Formação de Ecobrinquedistas, onde sutacas dos mais diversos materiais são utilizados na confecção de Jogos e Brinquedos para crianças que não tiveram a mesma sorte (Não gosto de falar em sorte quando trato deste assunto!) que a nossa, de termos prateleiras cheias de Jogos Tops e jogos muito bem acabado no quesito qualidade, não só dos componentes, mas também da jogabilidade em sí.
Muitas destas crianças que descrevo, nunca tiveram oportunidade de compar um Jogo de Tabuleiro, ou mesmo jogar algum destes que ora criticamos. A realidade delas, é muito diferente da nossa, onde muitas vezes não tiveram, não tem e algumas infelizmente não terão educação que nós tivemos.
Muitas vezes, num Centro Comunitário de uma periferia, nos deparamos com uma realidade que às vezes, teimamos em não existir, mas que está no dia-a-dia destes meninos e meninas... Existe sim, o esforço de algumas pessoas, que buscam fazer o papel de Pai que elas muitas vezes não tiveram, e principalmente Educador, que muitas vezes não tiveram também.
Esta Oficina de Ecobrinquedos, mostra que muitos materiais que no dia-a-dia jogamos no Lixo, servem muito bem para confecção de Jogos e Brinquedos. Não estamos e jamais iremos comparar um desses jogos com qualquer outro existente em nossas Lojas, mesmo assim, acabam cumprindo seu papel de divertir e até mesmo educar.
As lacunas deixadas muitas vezes pela ausência do Pai e Mãe, e também muitas vezes deixada pela ausência do Professor mal qualificado, são preenchidas por pessoas que disponibilizam um pouquinho só de seu tempo, com intenção de ajudar estas Crianças e Adolescentes. É um trabalho de formiguinha, onde poucos são os frutos colhidos desta doação... Muitas delas irão se perder pelos caminhos da vida, principalmente devido à comunidade onde mora, mas mesmo assim, se 1 apenas amadurecer, o resultado já terá seu êxito. Que bom se todas estas crianças amadurecessem, mas a realidade não é essa!!! Infelizmente!!!
O que estas crianças precisam, é de alguém que dê atenção à elas, o que não acontece muitas vezes com a família e muito menos numa escola de periferia... Não estou criticando o sistema educacional não! Muito menos as Famílias delas!!! É uma situação muito complexa, e deve ser discutida em outros Foruns... Apenas estou dizendo que ainda precisa ser percorrido um caminho gigantesco, para que muitos frutos sejam colhidos, e não apenas alguns!!!
O uso de material reciclado, de uma forma geral, preenche parte dessa ausência de recursos... A utilização de Garrafas, Tampinhas, Frascos e restos de muitas coisas que nós descartamos, podem ser utilizados para esta finalidade. Jogos como Senet, Jogo real de Ur, Feche a Caixa, Jogo da Hiena, e alguns até mais complexos, que fazem parte da coleção de muitos de nós, como Coloretto, Marrakech, Chicken Cha Cha Cha, Hey! Thats my Fish! podem ser feitos com estes materiais.
O uso da criatividade e imaginação, faz com que estas crianças tenham à mesa, jogos que nós criticamos e não vemos este outro lado, pois tivemos sorte de estarmos desse lado...
O uso do jogo em sí, como parte do processo de aprendizagem, que muitas vezes elas não tiveram, mostra que basta um olhar diferente sobre aquilo que fazemos, e que muitas vezes jogamos no Lixo algo que poderia ser utilizado e doado a alguém. Jogar, não é apenas abrir a Caixa e dizer: Uau! Que jogo lindo!!! É também, saber escolher materiais alternativos como Tampinhas coloridas e fazer abrir um sorriso com a expressão: Uau! Que jogo diferente!!!.
O legado que podemos deixar para estas crianças, é apenas ensinar algo que gostamos... Que um Rei pode ser uma Tampinha de Produto de Limpeza, que o Exército pode ser Tampinhas de Refrigerantes vermelhas de um lado e Azuis de outro...
Saber usar esta matéria prima abundante, faz parte desta Oficina... É preciso às vezes, voltar a ser criança, e relembrar quando pegávamos Carretel, Elástico e um Palito de dente, e fazíamos um Robozinho sair andando pela casa...
Estas crianças precisam apenas, de um pouco de nós...
Quem sabe, a gente não descobre isso um dia !!!
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Diagramação
Olá pessoal,
Continuando sobre homemades, vou aproveitar algumas perguntas que
sempre me fazem e fazer um post sobre manipulação de imagens e diagramação.
Bom, primeiro vamos esclarecer que não sou designer, ilustrador,
desenhista, Photoshopeiro ou algo que o valha. Não consigo riscar uma linha
reta e minha caligrafia parou de evoluir quando tinha 5 anos (ainda por cima
sou canhoto). O "modelo" que vou explicar aqui é o que eu uso e
consigo resolver meus projetos. Se alguém sabe de algum caminho melhor ou
menor, por favor depois que parar de rir deste post comente e nos ilumine com
sua sabedoria ok ?
Vamos dividir este texto em 2 partes: como e onde encontrar
informação e melhorar suas habilidades e
depois o "modelo" que costumo usar.
Informação: Temos a boa e
nem sempre confiável internet, com apostilas, posts, passo a passo, etc. Sim
realmente se você tem uma dúvida esse é o caminho. Mas não procure um passo a
passo exatamente sobre o que quer fazer. Você pode até encontrar, mas é pouco
provável e infelizmente essa resposta fácil não irá melhorar suas habilidades.
Pegando informações aos pedaços, juntando, pesquisando alternativas é que se
evolui.
Iniciei meu envolvimento com o Photoshop a cerca de 3 anos, justamente
porque queira poder traduzir cartas e manuais para os jogos que tinha e não
queria ficar esperando alguma alma caridosa fazer o trabalho. Pedaços de
informações foram sendo colhidas, cheguei a usar o Paint Brush no começo (argh
!!!), depois o Photoshop com se fosse um Paint Brush (o que não ajuda em nada)
e por fim comecei a usar o Photoshop com camadas (layers) e algumas técnicas
aprendidas e outras desenvolvidas.
Hoje eu sugiro 2 fontes além da net: a revista mensal Photoshop
Creative da editora TRGD e o livro Photoshop CS4 - O Manual que faltava da
editora Digerati/O'Reilly.
A revista Photoshop Creative mostrar pequenos projetos quase passo a
passo em diversos níveis. Não se preocupe se você ler e não entender, faço isso
até hoje...he,he,he, mas de qualquer maneira, alguma coisa você vai reter e
depois isso pode lhe ajudar como uma referência que conquistou ou porque você
lembrou que em alguma revista existia uma resposta para sua pergunta.
O livro Photoshop CS4 da série O Manual de Faltava é muito bom.
Extremamente didático, começa do começo mesmo, vai explicando detalhes e o
porque das coisas e conceitos. É uma leitura agradável apesar do tema técnico.
Existe inclusive outros títulos dessa série para outros softwares, não li, mas
acredito que a qualidade seja igual.
Os livros da série aprenda [qualquer coisa] em 21 dias realmente não
me agrada, sua informação é confusa, restrita e rasa como um pires.
Já a famosa série [qualquer coisa] para leigos (aquele com um quadro
negro no meio e capa amarela), embora sofra com o estigma de livro bobo, alguns
que li são interessantes, geralmente são bastante abrangentes e com detalhes e
dicas interessantes. Serve como introdução ou pelos detalhes sobre o assunto.
Por incrível que pareça estou lendo um sobre Xadrez muito interessante (não vou
entrar em detalhes sobre livros de xadrez ok ?).
Acho que a grande sacada é essa: procure na net informação sobre algum
detalhe que precisa e depois vá expandido, vendo outras possibilidades e
testando.
CARTAS
Modelo: Primeiro você
precisa das imagens para trabalhar certo ? Então eu scaneio com resolução de
300dpi (não adianta fazer em 600, não melhora nada e ainda causa um grande
transtorno com o tamanho do arquivo e lentidão para trabalhar) e depois salvo o
PSD em 200dpi. Agrupo as cartas lado a lado e em colunas para ocupar a área do
scaner. A chave aqui é manter tudo reto, facilita muuuito o trabalho depois.
Neste ponto você tem 2 opções: trabalhar com todas as cartas neste
arquivo ou separar cada carta em um arquivo separado.
Trabalhando todas as cartas num único arquivo, você ganha em tempo.
Trabalhando com 1 arquivo para cada carta você aumenta
consideravelmente o trabalho porém tem mais controle da carta em si. É
extremamente útil quando se tem uma repetição das cartas com alguma variação.
Trabalhando as imagens
Aqui você vai "limpar" o texto das cartas, fazer correções
de imperfeições do scaneamento e ajustes de tamanho se necessário. A idéia é
criar uma carta base sem o texto para ser usada nas demais cartas.
Primeiro passo: ajuste tonalidade, luminosidade e contraste. Isso
permite que se corrija pequena distorções de cor, por exemplo a cor
"puxar" mais para o amarelo, ou vermelho e por fim o objetivo final é
dar mais cor, mais contraste, deixar mais viva a carta. Geralmente o ato de
scanear deixa as imagens um pouco mais "apagadas" e eu pessoalmente
gosto de cores mais vivas. Logicamente se isso não deturpar todo o conceito
visual da carta original ou do jogo ok ?
Segundo passo: A carta limpa. Eu procuro entre as cartas com mesmo
fundo as melhores opções: menos texto, grande áreas onde apareça o fundo limpo
(sem texto) ou onde eu consiga outras partes da imagem. Isso quer dizer que
posso selecionar mais de uma carta para compor minha carta limpa.
Esse processo serve para agilizar o trabalho, pois se consigo uma parte
da carta originalmente limpa, não precisarei trabalhar nela para retirar o
texto de outras cartas. Lembre-se que cada vez que você tem que limpar uma área
você está alterando a imagem, sempre sujeito a deixar pequenos traços desse
ajuste, então nesse caso menos é mais ok ?
Terceiro passo (se você usar um arquivo para cada carta): Copie o
"miolo" da carta, esqueça as bordas. Salve em arquivos separados.
Depois quando for criar a folha de impressão iremos cuidar das bordas.
Quarto passo: Limpar as partes que faltam (arquivo por arquivo ou na
folha única). Aí não tem jeito, é botar a mão na massa, ou o cursor no pixel.
Nessa etapa você pode copiar pequenas áreas e ir colando, usando Rectangular
Marquee Tool ou o Magic Wand Tool. Para detalhes e áreas sem correspondência em
outros lugares, terá que usar a Clone Stamp Tool (famoso carimbo). Faça isso
sempre usando zoom para você mexer em áreas pequenas, depois volte para o
tamanho normal e veja o resultado, volte para o zoom e faça mais...
Dica (se é que posso dar alguma). Aprenda e utilize sempre o conceito
de camadas. Parece estranho, até bobo no início, mas ajuda muuuito, permite
fazer ajustes e se arrepender voltando ao estado anterior, ver antes e depois
de algum ajuste, enfim, é a linha divisória entre o totalmente amador e o
usuário básico. Sem isso você não tem muitas chances de evolução no software. É
o conceito de edição não destrutiva.
Criando as folhas para
impressão
Se você trabalhou todas as cartas numa imagem única, agora você tem
que colocar alguns riscos indicando onde fazer o corte, facilitando a vida do
usuário.
Lembre-se que você deve criar uma imagem do tamanho final, geralmente
A4.
Se você trabalhou com as cartas separadamente, é hora de junta tudo
numa página para impressão.
Primeiro faça as marcações usando as linhas de apoio (aquelas linhas
verdes que surgem quando você puxa o cursor a partir de uma das réguas). Essas
linhas devem considerar os limites da carta e dentro delas o espaço da borda.
Fica como um quadro com moldura, a imagem do "miolo" da carta você
vai copiar e colar aí, ajustando a posição da imagem. Aproveite o recurso em
que a imagem "magneticamente" se aproxima dessas linhas para manter
um posicionamento constante.
Depois faça riscos não muito grossos nas intersecções das linhas
ortogonais (entre as cartas) e nas extremidades. Serão as guias de corte.
Você depois pode salvar esse arquivo e retirar os miolos das cartas,
ficando com um template para jogos com cartas do mesmo tamanho.
Maravilha, agora é salvar seu trabalho em PSD normalmente e depois
salvar como JPG. A qualidade você avalia pelo resultado e tamanho do arquivo.
Feitas as imagens, é só juntar tudo num pdf com o Acrobat.
Existe a opção de gerar o pdf direto pelo Photoshop, mas pessoalmente
não gosto do resultado e do trabalho que dá juntar as páginas depois.
Salvar como jpg página por página garante que estarão no tamanho
correto. A idéia é no final imprimir o pdf ou jpg sem ajuste nenhum de
impressão, como ajustar ao papel. Lembre-se de pedir para não fazerem nenhum
ajuste na impressão, caso contrário as cartas podem ser impressas maior ou
menor que o desejado.
Nem vou comentar que estou
contando com seu bom senso em imprimir em casa mesmo, P&B como
rascunho e verificar se ficaram no tamanho certo.
MANUAIS
Extraindo imagens e páginas:
Essa é dica de brother mesmo. Já testei inúmeros softwares que extraem
imagens dos pdfs, alguns bons, outros ruins e alguns cujo nome da mãe do
programador devia constar nos créditos para futuras referências e poemas...
Enfim, eu uso o Adobe Bridge CS4. Como ? Escolhendo o arquivo pdf e
pedindo para abrir no CS4. Neste ponto você tem opções: extrair a página e as
imagens. Faça os 2.
Você efetivamente vai trabalhar nas páginas, retirando o texto
basicamente.
Porém em alguns momentos e dependendo do fundo do manual, você pode
utilizar as imagens extraídas (que não contém o texto, salvo textos gráficos
feitos diretamente nas imagens), para criar a página limpa que precisa.
É isso, espero que tenha sido útil e ajude a aumentar a quantidade de
cartas e manuais em português.
Se você tem outra dica ou outro "modelo" comente,
compartilhe, se postei alguma bobagem me corrija, aceitamos críticas
construtivas e elogios.
abs.
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