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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Tigris & Euphrates !!! Algumas palavras sobre o jogo...

Caixa da Versão Pegasus Spiele

Hoje vou falar um pouquinho sobre um clássico, já velho de estrada: Tigris & Euphrates, lançado em 1997, cujo autor é Reiner Knizia

http://boardgamegeek.com/boardgame/42/tigris-euphrates

Este jogo, apesar da minha coleção já ter mudado diversas vezes,e com jogos bem mais atuais, ainda está entre meu Top 3.

Marcadores de Pontos de Vitória:  Pequena = 1 Ponto e Grande = 5 Pontos - Branco = Tesouro

Trata-se de um jogo de Civilização, onde os jogadores terão que criar uma Dinastia equilibrada, contendo Templos, Quintas, Mercados e Colonizações... Para isso, terão que colocar seus Líderes (Sacerdotes, Agricultores, Mercadores e Reis) em diversos Reinos e na pontuação final, o menor valor de cada Dinastia fará parte da pontuação... Com isso, não adianta, por exemplo, um jogador dar preferência somente a Templos, já que desta forma ele terá muitos pontos e não entrará na Pontuação final... Equilibrio é essencial !


Tiles de Civilização

Embora exista um Tema, que se encaixa muito bem no Jogo, Tigris & Euphrates, no fundo, é um Jogo Abstrato... Já vi Versões Caseiras feitas apenas utilizando Fichas Coloridas, e o jogo funciona da mesma forma...

Monumentos ao fundo e Construções (Expansão!) à frente

Parece ser um jogo simples, pois basta você colocar Templo, Quinta, Mercados e Colonizações, onde se encontram Líderes correspondentes, e receberá Cubinhos de madeira (Pontos de Vitória!) na respectiva cor...

Líderes
À partir de agora, para melhor compreensão, vou citar cores: Colocou Tile azul em Reino onde existe Líder Azul, ganha cubinho azul... Colocou Tile Verde em Reino onde existe Líder Verde, ganha cubinho Verde... E assim segue com Vermelho e Preto... Existe regras especiais para o Líder Preto (Simboliza o Rei!), mas não foge muito do que foi dito...

Biombos

Mostra-se aqui, que o jogo é de colocação e Tiles pelo Tabuleiro a fim de pegar Cubinhos nas 4 cores e, no final da partida, pegar a Cor com menor quantidade de Cubinhos e compará-los com os dos adversários... Dentre todas as menores, a maior delas, vence o jogo, independente da cor...

Tabuleiro 1 na frente

Tabuleiro 2 no verso

Simples não é ???

Agora vem os problemas e é aqui que o Jogo mostra porque considero Tigris & Euphrates como meu Top 3:

Cada Reino (Conjuntos de Tiles e Líderes separados no Tabuleiro!) só pode conter Líderes de cores diferentes... Líderes diferentes convivem pacificamente dentro de um mesmo Reino (Entende-se aqui: Líderes de cores diferentes convivem pacificamente dentro de um mesmo Reino!)... O problema começa a ocorrer quanto Líderes ou Tiles são colocados no Tabuleiro, e com isso, Líderes de mesma cor passam a estar no mesmo Reino... Se isso ocorrer, pode ocorrer 2 tipos de Conflitos no Jogo:

Conflitos Internos:

Ocorre quando algum jogador coloca um Líder da mesma cor de outro Líder no mesmo Reino... Revolve-se o conflito através dos Templos (Tiles vermelhos!) e aquele que tiver maioria vence o Conflito... O vencedor ganha cubinhos na cor vermelha e o Líder derrotado volta para o Jogador, que poderá utilizá-lo novamente durante a partida.

Conflitos externos:

Ocorre quando algum jogador coloca um Tile, e este Tile une 2 Reinos que estavam separados formando um Reino só, e neste novo Reino maior, existem 2 ou mais Líderes da mesma Cor. Resolve-se o conflito através dos apoiadores de cada Líder... Sobre o Tile que uniu os 2 Reinos, coloca-se um Tile de Pacificação que divide os Reinos temporariamente, a fim de saber quais são os apoiadores de cada Líder. O vencedor será o que tiver mais apoiadores e o perdedor terá que retirar seu Líder e todos os Tiles de apoiadores... O vencedor receberá tantos pontos, quanto o total de apoiadores retirados do jogo...

Repare que no Conflito externo, o estrago é grande, criando buracos em Reinos, e muitas vezes, por causa da retirada dos Tiles dos apoiadores, novos conflitos ocorram... Todos os conflitos terão que ser resolvidos para que a partida prossiga...

Deixei de lado algumas informações dos conflitos, já que isso aqui é uma Resenha apenas, mas em resumo é isso que ocorre...

Setup inicial

No jogo, ainda existe a possibilidade dos jogadores construirem Monumentos, que poderão dar cubinhos a mais durante a partida... Na versão que tenho, da Pegasus Spiele, vem uma expansão com 4 novas construções, que também dão mais cubinhos aos jogadores...

E por fim, existem os Tesouros, que os jogadores adquirem quando 2 Reinos se unem, já que 2 Tesouros não podem ficam em um mesmo Reino... Com isso, quem tiver o Mercador (Líder Verde) leva o cubinho branco, que poderá ser utilizado como Curinga na contagem de Pontos final.

Jogo em andamento

Minha opinião sobre Tigris & Euphrates:

Vou ser bem neutro aqui... Considero Tigris & Euphrates um dos jogos mais bem feitos até hoje... Mas sei que não cairá no gosto da maioria dos jogadores, principalmente pelo seu viés abstrato e aleatório de aquisição dos Tiles, além de ser meio caótico, quando Tiles, Líderes, Monumentos e demais peças, estiverem sobre o Tabuleiro...

Jogo em andamento

Os jogadores precisam prestar muita atenção no que está acontecendo no Jogo, e muitas vezes, a confusão causada pelos componentes, podem esconder algumas possibilidades interessantes... Por vezes não consegui enxergar possibilidades melhores que estavam lá, mas que passou despercebido...

Outra crítica é sobre a aleatoriedade (Sorte!) em que os 6 Tiles vem à sua mão (Cada jogador sempre terá 6 Tiles no seu Biombo!)... Como a regra de pontuação exige uma Dinastia equilibrada, você precisa ter todas as corem em um número próximo, mas isso depende dos Tiles, que muitas vezes não vem... Para driblar esta situação, movimentar os Líderes pelo Tabuleiro torna-se essencial, já que poderá posicioná-los em Reinos que tenham construções, que darão cubinhos à você, mesmo que não tenha feito nenhuma ação naquele Reino. Já tivemos situações que jogamos por quase 90 minutos e fiquei com incríveis 3 cubinhos pretos... Como era minha menor pontuação, ele entrou na Pontuação final e perdi feio, já que o vencedor é quem tem a maior quantidade de cubinhos (Independente de cor) entre todas as menores pontuações dos jogadores...

Final da partida

Tigris & Euphrates é um clássico !!! Fato!!! É um jogaço ??? Depende de como você encara o Jogo de Tabuleiro... Como disse anteriormente, é um jogo que você obrigatoriamente precisa prestar muita atenção sobre o que está acontecendo em cada Reino... Se vale a pena provocar um Conflito entre outros jogadores (Você pode fazer isso!)... Se vale a pena provocar um Conflito em que você esteja envolvido... Se vale a pena movimentar seus Líderes pelo Tabuleiro em busca de Pontos extras... Se vale à pena separar Reinos (Você pode fazer isso 2 vezes durante a partida!), e principalmente, como equilibrar os cubinhos nas 4 cores durante a partida...

Detalhe dos componentes

Muitos consideram Tigris & Euphrates seco demais, mas não sou desta opinião... Não é um jogo para todos e muitos vão torcer o nariz, já que é um jogo funcional, sem muito nhé nhé nhé na arte e componentes... Confuso às vezes, mas que sempre vê mesa por aqui... Mas dou uma dica: Não jogue 2 vezes seguida, pois cansa um pouco, pelas opções, pelo que irá fazer, e principalmente como equilibrar sua Dinastia !!!

Está entre meu Top 3 !!!


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Caverna !!! Algumas palavras sobre o Jogo...



Nesta época de feriados, resolvemos testar o Caverna: The Cave Farmers 
http://boardgamegeek.com/boardgame/102794/caverna-cave-farmers lançado em 2013, cujo autor é Uwe Rosenberg.



Uma das questões no lançamento é seu comparativo como o excelente Agrícola, do mesmo autor, já que Uwe usa a mesma mecânica e com formato praticamente igual.



Em Caverna, somos Anões (Duendes para alguns!) que moram em Cavernas e precisam cuidar de sua "fazenda", assim como Agrícola... A grande novidade está no uso da exploração da Caverna, abrindo espaço para melhorias onde estes Anões moram e também a busca por Minas de Minérios e Rubis...



Uwe, em Caverna, deixou de lado um dos grandes problemas que os jogadores tinham em Agrícola, que era procurar ter alimentos para seus Fazendeiros, sempre que ocorresse a Fase de Colheita (Harvest!)... Caverna abriu de vez o leque de opções, e, a não ser que você cometa um erro muito grande, você dificilmente terá problemas em alimentar seus Anões...



Por outro lado, esta abertura de opções, faz os jogadores buscarem caminhos em busca de ter a maior quantidade de pontos possíveis... 



As Cartas existentes em Agrícola, não existem mais (Exceto as Cartas de rodada, é claro!) e foram substituidas por melhorias que os Jogadores poderão fazer em sua Caverna... Estas melhorias, alteram em muito o andamento do Jogo, e existe um monte delas no Jogo... Cada uma delas tem um Custo específico e te dá uma vantagem que pode ocorrer no decorrer da partida, ou na pontuação Final... Existem algumas construções que serão obrigatórias, caso você queira aumentar a quantidade de Ações (Aumentar quantidade de Ações à sua vez!), que sãs as construções para onde serão colocados os novos Anões que o Jogador adquire, já que o "espaço" inicial só comporta 2 Anões (Mesmo efeito de aumentar a residência em Agrícola!),..



3 coisas que foi acrescentado ao Jogo e gostei muito: A primeira dela, é o espaço "Imitation" utilizado, se não me engano, em partidas de mais de 4 jogadores, onde você pode colocar seu Anão alí, pagar Comidas e realizar uma Ação que algum outro jogador já tenha feito... Com isso, mesmo em um jogo apertado, você consegue realizar algumas Ações que alguém "tesourou" antes... A segunda delas é respeito ao Rubi... Existem 2 tipos de Minas (De Minério e de Rubi) no Jogo... O Minério, normalmente se usa para forjar armas (Transformar seus Anões em "Guerreiros"!) e os Rubis funcionam como um "Coringa" no Jogo... Este Rubi é extremamente interessante, pois você pode trocar ele por praticamente qualquer Recurso, além de ser obrigatório para você conseguir Vacas no Jogo (1 Vaca = 1 Rubi + 1 Comida)... A terceira é você poder transformar seus Anões em Guerreiros, e uma vez transformado, aceitar expedições, melhorando o nível dos Guerreiros e fazendo com que você também tenha várias opções para pegar Recursos... Quanto maior for o nível do Guerreiro, maior serão as opções de escolhas...



Quanto aos Recursos, considero Caverna mais rico que Agrícola... Geralmente você não fica tão restrito em lugares para conseguí-los... Os Rubis e Melhorias ajudam muito a adquirí-los, e mesmo quando as Cartas de Rodada que oferecem estes Recuros, já estão ocupadas por outros Jogadores, você tem outros caminhos para conseguí-los...



Sobre as melhorias, existem 2 possibilidades de Jogo... Uma que oferece uma quantidade limitada de melhorias, e outra que oferece todas as possibilidades de melhorias que vem no Jogo... Exceto o Dwelling (Onde você coloca os Anões novos que consegue durante a partida!) que vem numa quantidade razoável (Geralmente você não tem problemas para adquirí-los!), as demais melhorias vem somente com 1 tipo de cada, mas mesmo que outro jogador adquira uma melhoria que você queria, você acaba por ter muitas outras opções...



Quanto aos caminhos para a Vitória, o jogo abre o leque de vez !!! Você tem inúmeros caminhos a seguir e pode optar por utilizar estratégias diversas à fim de melhorar seus Pontos... Como Agrícola, o controle de quem está na frente na pontuação durante a partida, é algo caótico, já que vai precisar fazer contas e mais contas, mas isso nunca aconteceu por aqui... O único modo de interferir nas Ações de outros jogadores, é colocar um Anão em alguma Carta que seria interessante para ele, mas mesmo assim, este controle é complicado...



A grande questão que fica é se Caverna é melhor que Agrícola... Acredito que os 2 podem conviver pacificamente em uma coleção... Quando se quer jogar algo mais "apertado", a opção seria Agrícola, e quando se quer algo mais "aberto" uma boa pedida seria o Caverna... Se tivesse os 2 e fosse ensinar novos jogadores, Caverna seria uma boa opção, pelo leque de opções e pelo fato da Comida não ser realmente um problema grande no Jogo...



Uma menção honrosa aos Componentes do Jogo: Os caras acertaram !!! Todos de altíssima qualidade e em quantidade absurda...



Caverna merece estar na Coleção de cada um sim !!! E mesmo se você já tiver Agrícola, posso dizer que se completam !!!





domingo, 7 de dezembro de 2014

LIVRO 'O REI DE AMARELO' EM EDIÇÃO LIMITADA, agora com booktrailer e ebook amostra!


LIVRO 'O REI DE AMARELO' EM EDIÇÃO LIMITADA, agora com booktrailer e ebook amostra!




O clássico de horror e fantasia de 1895 escrito por Robert W. Chambers em uma edição de luxo limitadíssima com vários extras, disponível até 25/dez/14 pela Ed. Clock Tower. Curta o trailer do livro e baixe um ebook amostra gratuito do livro:


Assista ao vídeo AQUI: http://youtu.be/65kmFYb-EWM

Baixe o ebook AQUI: bit.ly/EbookORDA_Mostra

A demanda está muito grande e nós fecharemos o carrinho (em definitivo, desta vez) em breve, pois o livro já está quase na sua fase final de produção. Assim, não perca tempo!

Aproveite e GARANTA AGORA o seu livro: bit.ly/OReideAmarelo

Muito obrigado a todos vocês, seguidores do Rei, que fazem o projeto ser o sucesso que ele é. Muito obrigado de coração!

Denilson E. Ricci
Editora Clock Tower

Maiores informações:
Editora Clock Tower: http://www.editora-clocktower.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/oreideamarelo
Site Lovecraft: http://www.sitelovecraft.com

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Livro 'O Rei de Amarelo' da Ed. Clock Tower volta a ficar disponível

Devido a inúmeros pedidos a tradução do clássico 'O Rei de Amarelo' volta a ficar disponível na loja virtual da Ed. Clock Tower. Não perca essa chance, é uma edição de luxo e limitadíssima!!!

Trata-se de um dos maiores clássicos da literatura de fantasia e horror, escrito em 1895 pelo renomado Robert W. Chambers. Esse livro teve influencia muito grande na obra de H.P. Lovecraft, Stephen King e Neil Gaiman, só para vocês terem uma ideia. E essa edição será de colecionador, pois virá com capa dura, fita marca página, seu nome poderá, se quiser, ser impresso no livro, papel especial para impressão, contos extras, exemplares numerados e tudo o mais. E a edição é limitada e ficará disponível apenas até o dia 25 de dezembro ou enquanto durarem os estoques. Abaixo os links da editora e de aquisição do livro:

Adquira o livro em: http://goo.gl/l6ou2Q



Twitter: @clocktowerpress 






terça-feira, 25 de novembro de 2014

Tigris & Euphrates: Minha primeira paixão por um jogo !



Hoje vou falar um pouco sobre minha primeira paixão por um Jogo de Tabuleiro... Trata-se do bom e velho Tigris & Euphrates...
Lançado em 1997 e considerado a obra-prima de Reiner Knizia, Tigris & Euphrates resume tudo aquilo que um Jogo de Tabuleiro devia ser...



Longe... Muito longe de ter componentes magnificos, considero um dos poucos Jogos em que ainda podemos encontrar a "Essência" do que é realmente Jogar !!!
Não vou me enveredar nas Regras, pois existem outras pessoas que fazem isso melhor que eu, mas o Conceito de criar uma "Civilização", que na verdade no Jogo chamamos de "Dinastia"... Ter os melhores líderes e tirar proveito dos 4 aspectos principais desta Dinastia... Fazer com que Conflitos ocorram, muitas vezes, onde não estamos envolvido e fazer do Equilíbrio a viga mestra de melhor evoluir no Jogo, foi algo realmente genial colocado neste Jogo...



Knizia fez o simples... Faça uma Dinastia equilibrada... E vença !!!
Em muitos jogos, a idéia de "faça a maior quantidade de pontos possível" é incrustada em nossas cabeças de tal forma, que quando encontramos um Jogo que se você fizer isso, irá perder a partida, parece seguir na contra-mão do óbvio...
Tigris & Euphrates parece seguir a famosa receita do "arroz com feijão"... Que mata a fome da mesma forma que outros pratos mais valorizados.



Consegue depois de anos e anos e anos, ainda ser um dos 3 melhores Jogos de minha pequena coleção...
Esquecido pelo tempo e pelas produtoras... E também muito difícil de ser encontrado nas Lojas mais tradicionais de vendas de Jogos, parece passar intocável, mesmo com  milhares de Jogos sendo lançados todos os anos por aí...



E como uma primeira paixão... Jamais será esquecido !!!

https://boardgamegeek.com/boardgame/42/tigris-euphrates


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Brass - Apertado demais.. Mas um dos melhores jogos da coleção !



Primeiramente, vamos dar os devidos créditos a esta Revisão:
http://blog.spielportugal.org/2007/11/brass-review.html
Todos os créditos à eles !!!

Where there’s muck there’s Brass



Esta pode ser a frase que promove o Jogo Brass. Literalmente será intraduzível, mas poderá ser algo como: Onde quer que haja trabalho sujo, haverá dinheiro !

O mapa de Brass mostra-nos uma parte da Inglaterra, Lancashire, que viveu parte importante da Revolução Industrial. O jogo faz-nos uma recriação, mais ou menos fiel, daquilo que pode ser interpretado como um jogo de economia, “stricto sensu”, ou então um jogo de recriação histórica em que vivemos, de fato, dois períodos distintos: O período dos canais em que a circulação de mercadorias era feita por água, e o período do vapor, em que as mercadorias circulariam por comboio de trens, numa muito maior eficiência e quantidade.



E se os jogos têm mérito quando nos passam sensações reais, Brass consegue isso como poucos. Durante o jogo nós passamos mesmo por duas fases distintas. No período dos canais, tudo é mais curto, os recursos são mais miseráveis, as exportações e vendas de algodão são muito mais difíceis, assim como as ligações entre as cidades.



No período do comboio de trens o desenvolvimento nota-se a olhos vistos. Todos os investimentos dos jogadores são muito maiores, as ligações entre as cidades são muito mais eficientes e rápidas e a produção de algodão aumenta exponencialmente.

O jogo sugere uma lógica de crescimento econômico muito bem simulada e todos os jogadores sentem essa evolução na forma como passam, mais desafogadamente, a poder gerir os seus rendimentos. O problema, a dificuldade, está sempre na concorrência porque, inevitavelmente, os nossos adversários estão, tão ou melhor, preparados que nós para o advento do vapor.



Quando a principal crítica à última obra de Martin Wallace passa pela quantidade obscena de sorte/azar que ela acumula temos medo. Temos medo quando pegamos na novidade (Brass) e achamos que pode ser coisa idêntica. Ufa! Não é. Apesar disso, as cartas foram a forma encontrada para o funcionamento do jogo. Uma vez mais Martin Wallace voltou às cartas como mecânica principal. A questão aqui, em Brass, é que as cartas não são, ou não parecem ser, tão determinantes quanto isso. Elas representam um papel mais de organização de funcionamento que de funcionalidade, de facto. E depois trazem uma componente que o autor nunca descuidou e que faz parte da sua forma de fazer jogos – aquela pontinha de aleatoriedade. Mas aqui a aleatoriedade representa algo idêntico à aleatoriedade de Age of Steam, ou seja, é quase nula. Para além disso, existem recursos no próprio jogo que fazem com que essa aleatoriedade ou impossibilidade de realizar uma determinada ação, por falta de uma determinada carta, seja eliminada.




Também é recorrente dizerem que os jogos de Martin Wallace não são polidos. É verdade. E Brass não foge à regra. É muito pouco polido, é até algo rude e cheio de coisas que parecem que atravancam o avanço daquilo. Quando estamos a jogar, no início pelo menos, enquanto ainda não estamos totalmente confiantes no que estamos a fazer, jogamos com muitas dúvidas, apetece-nos agarrar nas regras. Brass é um jogo duro e sujo tal como a frase que o promove.

A pergunta a fazer é: Compensa ter Brass na coleção ?

Para aqueles que gostam de jogos, na sua essência, sem figurinhas e perfuminhos colocados aqui e ali, Martin Wallace mostra todo seu potencial e afasta jogadores... Brass é um jogo para poucos... É um jogo feito para aqueles que querem sentar à mesa e ficar concentrado por algumas horas... Concentrado mesmo!!!

Não verá muitas mesas... Jogos econômicos são para poucos... Apenas aqueles que gostam...

Mas Brass é um p... Jogo !!! Do início ao fim !!! Apertado!!! Extremamente seco!!! E que merece estar nas Estantes de todos !!!

Altamente recomendado !

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O Rei de Amarelo está chegando !!!

O CLÁSSICO LIVRO “O REI DE AMARELO” DE VOLTA, 120 ANOS DEPOIS...!



A Clock Tower, conhecida no Brasil pelo livro 'O Mundo Fantástico de H.P. Lovecraft', está numa forte campanha de pré-venda do livro clássico de fantasia e horror 'O Rei de Amarelo'. Esse livro foi escrito em 1895 por Robert W. Chambers e influenciou uma legião de escritores ao longo do tempo, entre eles estão H.P. Lovecraft, Neil Gaiman, Stephan King e mais recentemente Nic Pizzolatto que criou a série televisiva de enorme sucesso 'True Detective' da HBO. Existe uma lenda em torno desse tomo que dizem ser maldito, influenciando psicologicamente quem o possuir por guardar secretos terríveis do universo. Essa edição de 'O Rei de Amarelo' é especial de fã para fã uma vez que irá ter capa dura, fita marca-página, papel polen, contos extras que foram adicionados por Chambers posteriormente no livro original, ilustrações internas, além do que é uma edição numerada e quem adquirir o mesmo se quiser poderá ter seu nome eternizado no livro!



Poderia-se imaginar um livro caro? ERRADO! O livro está custando APENAS R$74,90, e com FRETE GRÁTIS para todo o Brasil! Mas ATENÇÃO: a edição é limitadíssima enquanto durarem os exemplares disponíveis. Portanto, CORRA e garanta o seu AGORA!

WEBSTORE: http://editora-clocktower.lojaintegrada.com.br/o-rei-de-amarelo-edicao-de-luxo

Site da Editora: http://editora-clocktower.com.br
www.facebook.com/oreideamarelo
twitter: @clocktowerpress

Nota pessoal: Apoiei e li o primeiro livro da editora Clock Tower, O Mundo Fanstástico de H.P. Lovecraft. Livro simplesmente primoroso, centenas de informações adicionais sobre a biografia do autor e dezenas de imagens, tradução excelente. Pelas informações que temos sobre O Rei de Amarelo, será um livro marcante, item de colecionador !
Apoiem e principalmente participem ! É empolgante fazer parte do processo desde a criação até o lançamento. Interatividade, transparência e respeito ao leitor são marcas da Clock Tower. Realmente uma editora de fã para fã !